Sentei-me para escrever o meu primeiro relatório detalhado a Holmes. Tantas coisas tinham acontecido desde que chegámos a Baskerville Hall. Descrevi a casa sombria e a charneca selvagem à sua volta. Falei-lhe de Barrymore e das suas estranhas atividades noturnas. Mencionei os Stapleton e o aviso da senhorita Stapleton. Escrevi sobre o terrível som de uivo na charneca. Havia tantos mistérios neste lugar. Além dos Stapleton, havia outros vizinhos. O Sr. Frankland vivia em Lafter Hall, nas proximidades. Era um homem idoso que adorava discutir com toda a gente. Passava o tempo a observar a charneca com um telescópio. Esperava ajudar a apanhar o prisioneiro fugido. Sir Henry estava a adaptar-se à sua nova vida. Mas reparei que ele parecia interessado na senhorita Stapleton. Tinham-se encontrado várias vezes durante passeios pela charneca. Stapleton parecia infeliz com isto. Não queria que a irmã passasse tempo com Sir Henry. Uma tarde, vi-os a discutir na charneca. Stapleton agitava os braços com raiva. A senhorita Stapleton permanecia calada enquanto o irmão gritava. Mais tarde, Stapleton veio pedir desculpa a Sir Henry. 'Peço desculpa pelo meu comportamento,' disse ele. 'A minha irmã é muito importante para mim.' 'A ideia de a perder para alguém é dolorosa.' Sir Henry aceitou as suas desculpas graciosamente. Mas conseguia ver que ele ainda tinha sentimentos pela senhorita Stapleton. Escrevi tudo isto a Holmes. Também mencionei que o prisioneiro fugido ainda estava livre. Selden não tinha sido apanhado apesar das buscas. Algumas pessoas acreditavam que ele já tinha deixado a área. Mas outros diziam que ele estava escondido algures na charneca. Perguntei-me se os sinais de Barrymore eram destinados ao prisioneiro. Talvez estivesse a ajudar Selden a esconder-se da polícia. Mas porque é que um mordomo ajudaria um assassino perigoso? Tinha de haver alguma ligação entre eles. Disse a Holmes que iria investigar mais. O tempo tinha estado frio e nevoento. A charneca parecia especialmente ameaçadora à noite. Por vezes o nevoeiro era tão denso que não conseguíamos ver o jardim. Nessas noites, o uivo parecia ainda mais próximo. Até os criados tinham medo. A Sra. Barrymore tinha andado a chorar, reparei. Os olhos dela estavam vermelhos e inchados ao pequeno-almoço. Barrymore fingia não reparar. Mas havia claramente algo a perturbar ambos. Terminei a minha carta e enviei-a para Londres. Esperava que Holmes tivesse algum conselho para mim. Sentia-me sozinho neste lugar escuro e misterioso. Sir Henry parecia inconsciente do perigo à sua volta. Estava mais interessado na senhorita Stapleton do que em manter-se seguro. Tinha de vigiá-lo constantemente. Holmes tinha-me confiado esta importante tarefa. Não o iria desiludir. Nessa noite, decidi confrontar Barrymore. Precisava de saber o que ele estava a fazer com aqueles sinais. Contei a Sir Henry o meu plano. 'Boa ideia,' disse ele. 'Vamos apanhá-lo em flagrante esta noite.' Concordámos em ficar acordados e vigiar. Em breve teríamos respostas.
B1Chapter 8 / 15474 words60 sentences
Primeiro relatório do Dr. Watson
Chapter 8 · O Cão dos Baskervilles · B1 Portuguese. Tip: Click on any word while reading to see its translation. Take your time with each chapter and review the vocabulary before moving on.
Chapter Summary
Watson escreve a Holmes sobre a vida na Mansão Baskerville e as pessoas misteriosas ao redor deles.
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Comprehension Questions
4 questions
1
Quem era Laura Lyons?
2
O que é que Watson notou sobre Sir Henry e Beryl Stapleton?
3
O que é que Laura Lyons admitiu a Watson?
4