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Robinson Crusoé
B1Chapter 15 / 15685 words70 sentences

Regresso a Inglaterra

Chapter 15 · Robinson Crusoé · B1 Portuguese. Tip: Click on any word while reading to see its translation. Take your time with each chapter and review the vocabulary before moving on.

Chapter Summary

Após vinte e oito anos, Robinson finalmente deixa a ilha.

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🇵🇹Português🇬🇧English
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Decidi deixar os piores amotinados na ilha. Enfrentariam o mesmo destino que eu tinha sofrido durante tanto tempo. Mas mostrei-lhes onde encontrar comida, água e abrigo. Dei-lhes armas e ferramentas para os ajudar a sobreviver. Falei-lhes dos espanhóis que viriam do continente. Juntos, poderiam construir uma boa vida aqui se tentassem. Os homens estavam gratos por não serem enforcados pelos seus crimes. Prometeram tratar os espanhóis de forma justa quando chegassem. Recolhi algumas coisas para levar comigo do meu lar na ilha. Levei o meu chapéu de pele de cabra e o guarda-chuva como recordações. Trouxe o meu papagaio, que ainda sabia dizer o meu nome. Embalei o dinheiro que tinha guardado do naufrágio. A 19 de dezembro de 1686, subi a bordo do navio. Tinha passado vinte e oito anos, dois meses e dezanove dias na ilha. Sexta-Feira veio comigo, leal como sempre. Estava entusiasmado por ver o mundo que eu lhe tinha descrito. Enquanto navegávamos para longe, olhei para trás para a minha ilha. Ficou cada vez mais pequena até desaparecer no horizonte. Um capítulo da minha vida tinha terminado para sempre. A viagem para Inglaterra foi longa mas sem problemas graves. Parámos no Brasil para tratar de alguns negócios. descobri notícias maravilhosas sobre a minha plantação. O meu vizinho tinha-a gerido honestamente todos estes anos. Tinha crescido grande e lucrativa na minha ausência. Era agora um homem muito rico. Quando finalmente cheguei a Inglaterra, senti-me como um estranho no meu próprio país. Tanto tinha mudado nos trinta e cinco anos desde que parti. Ambos os meus pais tinham morrido muitos anos antes. Tinham-me chorado como morto e nunca souberam que sobrevivi. Encontrei duas irmãs que ainda estavam vivas e alguns sobrinhos e sobrinhas. Receberam-me com lágrimas de alegria e incredulidade. Pensavam que eu tinha morrido décadas no mar. Partilhei a minha riqueza generosamente com a minha família restante. Comprei uma casa confortável e instalei-me para uma vida tranquila. Sexta-Feira ficou comigo e adaptou-se bem à vida inglesa. Aprendeu a ler e tornou-se cristão numa igreja. Ficava espantado com tudo: as cidades, as multidões, os edifícios. Permanecemos os melhores amigos até ao fim. Casei-me com uma boa mulher e tive três filhos. Durante algum tempo, desfrutei da vida pacífica que o meu pai tinha desejado para mim. Mas devo confessar que nunca perdi o gosto pela aventura. Em anos posteriores, fiz várias outras viagens. Até regressei uma vez à minha ilha para ver como a colónia estava. Os espanhóis e os ingleses tinham aprendido a viver juntos. Tinham construído uma pequena aldeia e estavam a prosperar. Forneci-lhes ferramentas, gado e sementes. Gosto de pensar que a minha ilha se tornou um lugar feliz. Por vezes pergunto-me que lição a minha história ensina. Talvez seja sobre a importância da em tempos difíceis. Ou talvez seja sobre a resiliência humana e a vontade de sobreviver. Poderia ser um aviso contra ignorar os conselhos dos nossos mais velhos. O meu pai tinha razão sobre muitas coisas que me recusei a ouvir. Sofri muito por causa do meu desejo obstinado de aventura. No entanto, não posso dizer que me arrependo verdadeiramente do caminho que escolhi. Os meus anos sozinho ensinaram-me mais do que qualquer escola ou livro. Aprendi o que realmente importa na vida. Descobri uma força que nunca soube que tinha. Encontrei a minha e aprendi a ser grato pelas bênçãos simples. Ganhei um verdadeiro amigo em Sexta-Feira, o melhor que alguma vez conheci. Faria tudo de novo se pudesse voltar atrás no tempo? Honestamente, não sei a resposta a essa pergunta. Mas sei que a minha vida foi extraordinária. Vi maravilhas e sobrevivi a perigos para além da imaginação. Vivi mais do que a maioria das pessoas alguma vez sonha viver. Agora sou velho, e os meus dias de viagem terminaram. Sento-me junto à lareira e lembro-me da minha ilha por vezes. Ainda consigo ouvir as ondas e sentir o sol tropical. Uma parte de mim permanecerá sempre naquela costa distante. Mas por agora, estou contente por estar finalmente em casa. Esta é a minha história, a história de Robinson Crusoe.

Comprehension Questions

4 questions

1

Quanto tempo Robinson Crusoe passou na ilha?

2

O que aconteceu com a plantação de Robinson no Brasil durante a sua ausência?

3

O que aconteceu com os pais de Robinson enquanto esteve ausente?

4

Segundo Robinson, qual poderia ser uma lição que a sua história ensina?

Vocabulary

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