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Robinson Crusoé
B1Chapter 4 / 15750 words70 sentences

Uma nova vida no Brasil

Chapter 4 · Robinson Crusoé · B1 Portuguese. Tip: Click on any word while reading to see its translation. Take your time with each chapter and review the vocabulary before moving on.

Chapter Summary

Robinson constrói uma plantação de sucesso mas não consegue resistir a outra viagem.

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🇵🇹Português🇬🇧English
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Cheguei ao Brasil com dinheiro suficiente para iniciar um negócio modesto. O capitão português me apresentou a um plantador de açúcar que se tornou meu amigo. Ele me ensinou tudo sobre o cultivo de cana-de-açúcar e tabaco. Comprei um pequeno pedaço de terra perto de sua plantação. Nos primeiros dois anos, cultivei apenas o suficiente para viver. Mas no terceiro ano, eu tinha plantado tabaco que vendia bem no mercado. No quarto ano, comprei mais terra e contratei trabalhadores para me ajudar. Minha plantação crescia mais a cada ano, e me tornei bastante rico. Eu deveria estar satisfeito com minha vida confortável. Eu tinha tudo o que meu pai tinha desejado para mim, e mais. Mas a velha inquietação voltou para perturbar meu coração. Não conseguia parar de pensar em novas aventuras e terras distantes. Um dia, alguns plantadores ricos vieram me visitar. Eles tinham uma proposta de negócios que imediatamente despertou meu interesse. 'Queremos enviar um navio à África,' explicaram. 'Precisamos de alguém que conheça a costa africana para liderar a expedição.' Eu tinha contado a eles histórias das minhas viagens, e eles se lembravam. 'Você não precisará investir dinheiro,' prometeram. 'Apenas gerencie a viagem, e você receberá uma parte dos lucros.' Meu coração bateu mais rápido com a ideia de voltar ao mar. Eu sabia que deveria recusar a oferta deles. era rico o suficiente e não tinha necessidade de mais dinheiro. O mar não tinha me trazido nada além de problemas no passado. Mas algo dentro de mim não conseguia dizer não. Concordei em liderar a expedição, e começamos os preparativos imediatamente. Deixei minha plantação aos cuidados do meu vizinho. Ele prometeu cuidar de tudo enquanto eu estivesse fora. Escrevi cartas para serem enviadas à Inglaterra se algo me acontecesse. No primeiro de setembro de 1659, embarquei no navio. Fazia exatamente oito anos desde que eu tinha deixado a casa do meu pai. O navio era bem construído e carregava catorze homens além de mim. Tínhamos provisões suficientes para uma longa viagem. O tempo estava bom enquanto navegávamos para o norte ao longo da costa. Por doze dias, tudo correu bem. Passamos pelo grande rio Amazonas e continuamos em direção ao Caribe. Então o céu começou a mudar de maneiras que eu nunca tinha visto antes. Um terrível furacão se aproximava do leste. O capitão nos ordenou mudar de curso imediatamente. Tentamos navegar de volta para o sul para escapar da tempestade. Mas os ventos eram fortes demais, e nos empurraram para longe do curso. Por doze dias, o furacão açoitou nosso navio sem piedade. Todos os dias, eu esperava que o navio se quebrasse e afundasse. Três dos nossos homens morreram de doença durante a tempestade. Um homem foi levado por uma onda gigante. O resto de nós estava exausto de bombear água para fora do navio. Não tínhamos ideia de onde a tempestade tinha nos levado. O capitão acreditava que estávamos em algum lugar perto do rio Orinoco. Não podíamos ir a nenhuma colônia inglesa para pedir ajuda. Esta parte do mundo era controlada por nativos selvagens e soldados espanhóis. Nossa única esperança era encontrar terra e reparar nosso navio danificado. Cedo numa manhã, um marinheiro gritou: 'Terra! Vejo terra!' Mas antes que pudéssemos comemorar, o navio atingiu algo duro. Tínhamos atingido um banco de areia escondido sob as ondas. O navio parou de repente, e todos fomos jogados no convés. As ondas se quebraram sobre nós, inundando o convés com água. O capitão ordenou que todos abandonassem o navio imediatamente. 'Entrem no bote!' gritou ele acima do rugido do mar. Baixamos o pequeno bote e subimos nele o mais rápido que pudemos. Onze homens se amontoaram em um bote feito para seis. Remamos em direção à terra que tínhamos visto ao longe. As ondas ficavam maiores e mais violentas à medida que nos aproximávamos da costa. Uma montanha de água se ergueu atrás de nós. Ela levantou nosso bote alto no ar e depois se abateu sobre nós. O bote se quebrou em pedaços, e todos fomos jogados no mar furioso. Engoli água e senti que estava sendo puxado para baixo. Lutei com todas as minhas forças para alcançar a superfície. A corrente me carregava em direção à costa mais rápido do que eu poderia nadar. Uma onda me jogou na praia, e agarrei a areia com as duas mãos. Rastejei para frente antes que a próxima onda pudesse me arrastar de volta. Quando finalmente alcancei terra firme, desabei e perdi a consciência.

Comprehension Questions

4 questions

1

Que tipo de negócio Robinson estabeleceu no Brasil?

2

Quando Robinson partiu na expedição para a África?

3

Por que Robinson concordou em liderar a expedição mesmo sendo já rico?

4

O que aconteceu com o navio depois que o furacão atingiu?

Vocabulary

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